A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse ontem que a definição para os fornecedores de equipamentos e as empresas que serão contratadas para a Usina Belo Monte (11,233 MW) serão definidos na semana que vem.
"Tenho quase certeza que até meados da semana que vem teremos a definição dos construtores e também dos fornecedores de equipamentos", disse a ministra ao chegar para a reunião do Conselho de Administração da Eletrobras, do qual faz parte. O grupo estatal detém a maior fatia societária no Consórcio Norte Energia, vencedor do leilão de concessão. O grupo detêm 49,98% de participação por meio da própria holding, da Chesf e da Eletronorte.
Na semana passada, uma fonte que acompanha de perto as negociações em torno da usina, disse que a argentina Impsa seria a favorita para levar o contrato para vender as turbinas. Já para a construção da usina, segundo essa mesma fonte, haveria uma preferência nos bastidores pela Andrade Gutierrez.
Erenice Guerra disse que, nas últimas semanas, recebeu representantes de empresas interessadas em fornecer equipamentos para Belo Monte, como a própria empresa argentina e a outra concorrente que possui fábrica desses equipamentos no Brasil, a francesa Alstom.
Nesta sexta-feira (30), termina o prazo para que o Norte Energia apresente à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a documentação que formaliza a formação da Sociedade de Propósito Específico (SPE), responsável pelo projeto. Além disso, 16 de agosto é a data limite para que os empreendedores depositem a garantia financeira que atesta que vão cumprir o contrato de construir a usina que é de cerca de R$ 1 bilhão.
Garantias
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou de R$ 11 bilhões para R$ 20 bilhões o limite de garantias que as estatais de energia elétrica (federais, estaduais e municipais) podem oferecer em financiamentos para projetos de investimento incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o chefe da assessoria econômica do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, o aumento do limite era necessário para os projetos das usinas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio, Foz do Chapecó e linhas de transmissão do Rio Madeira que ligam Porto Velho (RO) a Araraquara (SP). As estatais podem oferecer garantias em sociedades de propósito específico (SPEs) para investimentos do PAC até o limite da sua participação no projeto.
(Agência Estado) |